Um curso, um lugar, e a terra como material de construção.
O Vale da Lama foi um desses lugares que surgiu cedo no percurso. Em 2012 fui formador num curso de bio-construção ali organizado pelo Instituto do Vale da Lama; a Quinta Vale da Lama registou esse momento numa série de entrevistas que ainda hoje circula no YouTube.
A bio-construção foi sempre uma parte natural do que faço. Quem pensa o território com intenção regenerativa não pode ignorar o que se constrói nele; os materiais, as técnicas, a relação entre o edifício e o solo, a água, o clima. Trabalhar com terra crua, madeira, pedra local não é apenas uma opção estética ou nostálgica; é uma resposta coerente ao lugar. Os materiais locais têm memória; sabem responder ao clima melhor do que qualquer solução importada.
O curso decorreu a par de outro, sobre análise, estrutura e regeneração de solos, com a Lesley Martin. Não foi por acaso: bio-construção e solo são conversas que se completam. O que se constrói sobre a terra afecta a terra; o que acontece no solo afecta tudo o resto. Esta visão integrada, território, solo, construção, água, produção, é o que sempre guiou o trabalho da Terracrua Design.
O vídeo está disponível no canal da Quinta Vale da Lama no YouTube.